segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Fragmentos















Tenho vontade de desistir. De ir abaixo e lá ficar fora do conhecimento e do olhar do mundo. Quem me iria lá buscar? Quem iria procurar alguém cuja existência por demais singular é desconhecida? Eu já respondi: ninguém. Mas no fundo, bem no fundo há algo que não me deixa desistir, que me faz querer continuar. Para que um dia haja alguém que vá apreciar quem sou e aquilo em que me tornei. E é essa força desconhecida tão profundamente só minha que me faz sair da cama todas as manhãs. Quer saia com um sorriso ou resmungona saio. E hei-de sair sempre. Para meu bem. Porque, em abono da verdade, eu sou péssima em desistir.

"Desistir não te leva a lado nenhum. Se não jogares não perdes mas por certo também não ganhas"

domingo, 1 de agosto de 2010

Love Quote


To love, for us men, is to clasp one woman with our arms, feeling that she lives and breathes just as we do, suffers as we do, thinks with us, loves with us, and, above all, sins with us. (Baroness Orczy)

Grandes frases de grandes pessoas: Charles Chaplin

Durante a nossa vida:
Conhecemos pessoas que vem e que ficam,
Outras que vêm e passam.
Existem aquelas que,
Vêm, ficam e depois de algum tempo se vão.
Mas existem aquelas que vê
m e se vão com uma enorme vontade de ficar...

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Fragmentos



Dizem-me sempre para trabalhar ao limite. Para me esforçar ao máximo. Mas eu não o faço. Não vou descobrir os meus limites. Vou redefini-los. Expandi-los e tornar-me sempre maior e melhor para mim e para os outros. É assim que eu quero ser. Por isso não se cansem a dizer nada. Porque eu não tenciono dar ouvidos a quem acha que temos de ter limites. Podemos sempre dar mais. É um facto.

"O céu não é o limite!"

domingo, 11 de julho de 2010

Phrases


Se por vezes nem para mim tenho paciência como esperam que tenha paciência para vós?

Phrases




Hoje, por exemplo, resolvi ficar o dia inteiro sem fazer nada. Quero o telefone fora do gancho. O celular desligado. Folhas rabiscadas. E algum chocolate. Nós, mulheres, temos o direito a mais neuroses e doces por motivos biológicos. Temos autorização universal para sermos complicadissimas e continuarmos interessantes até para nós mesmas. (Sabias? Eu não!) Anonymous

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Phrases



Eu gosto de viver. Já me senti ferozmente, desesperadamente, agudamente infeliz, dilacerada pelo sofrimento, mas através de tudo, ainda sei, com absoluta certeza, que estar viva é sensacional.

Phrases



No three words have greater power than I love you (Anonymous)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Prefácio: Viajem a lisboa
















Um dia muito relaxadinhas que nós estávamos, vira-se a Inês e pergunta:

_ Vamos a Lisboa nas férias?

(Silêncio)

_ Eh pah por mim tudo bem é só falar com os meus pais...

_ Pois por mim também. Temos é de organizar as coisas!

_ Isso depois vê-se. Falem com os vossos pais e digam alguma coisa.

E passados cerca de 3 meses estávamos 5 amigas metidas no Alfa a caminho de Lisboa.



domingo, 4 de julho de 2010

A chegada: Viajem a Lisboa

Tudo tratado, dinheiro contado e ala para o comboio que já se faz tarde. E nós claro estávamos tristíssimas por partimos sem os nossos amados pais connosco. A viajem foi super animada (acho que adormeci mas isso é outra história) e nem pareceu durar as três horas (e muito) que durou... Chegadas à estação aproveitamos logo para cravar alguém que nos tirasse uma foto.















Importa referir que nesta primeira noite tivemos o jantar feito pela senhora que amavelmente nos recebeu e que nos divertimos imenso na galhofa até às tantas enquanto estávamos todas deitadas no quarto a fazer dos possíveis para não deixar dormir os vizinhos.



















Quê? Isto é só para a foto! Ou acham mesmo que estamos a dormir... se assim fosse nem sequer havia fotos....

=P

Siga e esperem pelas cenas dos próximos capítulos... No dia seguinte fomos às compras e passear...

domingo, 27 de junho de 2010

Crónica VI - Criatividade vs Mentira


«Quando eu era criança, a criatividade não era uma das qualidades mais apreciadas pelos adultos. Aliás, a criatividade era um sinónimo pouco usado de mentira. No meu tempo não havia crianças criativas e as poucas que desafiavam os calduços eram simplesmente mentirosas (...)» Francisco Abelha em Pai em construção
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Portanto a designação de criança criativa atribuída a um puto que diz que "tem um cão, uma tartaruga e um dinossauro pequenino que não morde" é recente. Antigamente um miúdo que se mostrasse criativo era aquele que mais depressa aprendia "o quanto doem as palmadas". Isto porque a criatividade não era mais do que mentira e cedo se transformou no terror dos pais. Hoje em dia já não é tanto à força das palmadas mas se há um puto que pinta um morango de azul e insiste em dizer que é um maracujá os pais são capazes de se sentar e obrigar o puto a apagar e a pintar aquilo de vermelho enquanto lhe explicam durante uma hora que aquilo é um morango e não um maracujá. Ora eu se um dia tiver filhos (era não era?) dou-lhes toda a liberdade de chamarem aos morangos vermelhos maracujás azuis se bem entenderem porque não vejo em que é que isso os vai afectar futuramente. Desde que não comecem de repente a dizer que são coelhos e a comer a erva do jardim não tenho qualquer razão lógica para os impedir de o fazerem. Até porque se um dia os mandar comprar morangos ao supermercado dificilmente eles me trarão maracujás azuis aos invés. E enquanto estiverem ocupados com os maracujás azuis e com "o dinossauro pequenino que não morde" não andam a dedicar-se a abrir tudo quanto é frasco de pomada e a espalhar na cara e em abono da verdade em tudo o que estiver ao alcance das mãos besuntadas e muito menos andarão ocupados com perguntas e observações inconvenientes. E outra coisa que seria bom de deixar de incentivar era dizer aos putos que as pessoas são da cor da pele e mandá-los corrigir quando pintam alguém de amarelo, ou de preto, ou de vermelho etc. Isto porque só lhes faz bem pintarem pessoas de várias cores porque pelo menos podem ter a certeza de que não se tornarão racistas num futuro próximo.

«O pediatra dos meus filhos disse-me, para eu dizer à minha mulher, que as crianças mais inventivas são as que constroem mais tarde os melhores raciocínios e revelam uma melhor aceitação da realidade. Durante uma consulta ele disse mesmo que as crianças criativas são as mais felizes e depois interrompeu a consulta para atender uma chamada telefónica do amigo imaginário»

É claro que se os putos andaram durante uma porrada de anos a chamar maracujá azul aos morangos vermelhos se um dia ouvirem dizer que agora existem Kiwis com sabor a uva não vão estranhar minimamente.

Bem claro que há o perigo de ao incentivarmos esta criatividade eles a mantenham até adultos como parece ser o caso do pediatra dos filhos do Francisco Abelha. Mas como as atitudes deste senhor me parecem fruto de negligencia paterna quando ele numa qualquer altura da infância bateu com a cabeça e não propriamente de incentivo da criatividade não estou muito para me preocupar. E se as crianças souberem além de ser criativas mentir um bocadinho bem se podem dar por felizes pois estão encaminhados "para um futuro na politica" e elas nunca dirão às mães que estão gordas ou que o pai fica absolutamente horrível com aquela gravata nova que comprou.

P.S.: Expressões entre aspas são retiradas do livro Pai em construção de Francisco Abelha

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Fragmentos




Quando queremos saber quem alguém é perguntamos

- Como te chamas?

A pessoa responde e achamos que isso diz tudo.... mas não diz nada.


"Devemos fazer as perguntas certas antes de esperarmos por respostas satisfatórias"

Phrases




How do you say goodbye to someone you can´t imagine living without? I didn´t say goodbye. I didn´t say anything. I just walked away. (Anonymous)

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Love Quote



As Plato sometimes speaks of the divine love, it arises not out of indigency, as created love does, but out of fullness and redundancy; it is an overflowing fountain, and that love which descends upon created being is a free efflux from the almighty source of love; and it is well pleasing to him that those creatures which he hath made should partake of it. (Anonymous)

Love Quote





There are no guarantees. From the viewpoint of fear, none are strong enough. From the viewpoint of love, none are necessary. (Anonymous)

Love Quote




But true love is a durable fire, in the mind ever burning. Never sick, never old, never dead. From itself never turning. (Anonymous)

domingo, 20 de junho de 2010

Fragmentos


A forma como percorre o meu corpo dá-me arrepios.

O seu ciciar doce é viciante, possessivo...

Sussura: "experimenta-me, prova-me, saboreia-me"

As suas carícias são leves e no entanto tocam-me profundamente....

Suspiro ao toque como se não o pudesse suportar mas sei que não pode parar... Sinto que ficaria vazia...

Arrepios percorrem-me e suspiros sucedem-se num mergulhar de sensações voluptuosas e ludibriantes...

Parece que dura uma eternidade...

Hum.

Em abono da verdade há muito que perdi a noção do tempo quando ouço música.


Frases de Livros


-
´O amor não faz muitas perguntas, porque, se começamos a pensar, começamos a ter medo. É um medo inexplicável, nem adianta tentar colocá-lo em palavras.
Pode ser o medo de ser desprezada, de não ser aceite, de quebrar o encanto. Parece ridículo, mas é assim. Por isso não se pergunta - faz-se.´

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Fragmentos


- What do I need to know(...)???

- Shhhh... You only need to know me....

"Escuta o silêncio, vê o que não está lá"

terça-feira, 15 de junho de 2010

Fragmentos



Ouves como que um zumbido de notícia a correr

Sentes um formigueiro que te começa a percorrer

Tens força a crescer quase no ponto

Chegas a querer espernear e correr

Ris e sorris a tudo o instante

Sabes que mais?

As férias chegaram de rompante!!!

E não te deixes em casa ficar

Anda à rua, passeia na lua!!!

VIVA AS FÉRIAS!

"Síndrome pré-férias!"
"Fim do ano, início de férias. Fim ou começo afinal? Porquê escolher?!"


Fragmentos


E senti-me só numa imensidão que desconhecia. Tinha medo de dar um passo, temendo não ser capaz de recuar. Não consiga agir. Quis pedir ajuda. Quis ser ajudada. Procurei a minha voz e ela perdeu-se. Morreu sem chegar a viver. Porque eu nem suportava a simples vibração do ar, o roçar da brisa na minha pele. O movimento da inspiração antes do falar: ardia como o fogo do inferno. E tu não foste capaz de perceber que eu precisava de ajuda; porque temia avançar. Recordo todas as palavras, inclusive as que tudo arruinaram. Subitamente recordei-me também que devia respirar. Doía-me tudo enquanto me movia ao ritmo da entrada de ar.

Senti-me subitamente vazia.

Devia ter alguma coisa cá dentro, lembro-me de pensar. Mas não. Não tinha nada. Achei que devia continuar a doer, como quando tudo começou. Mas não. Estava resignada... Já senti tudo e neste momento não penso em invocar o assunto. Não... quero fazê-lo. Ofegante obriguei os músculos a contrairem-se e obriguei o coração a continuar.

"Coragem não é ausência de medo mas agir apesar dele" (Mark Twain)
"Temos de conseguir viver mesmo quando tudo nos magoa"(Stephen Spender)

Fragmentos


Só eu sozinha, no meio da imensidão do pensamento.

Fico perdida na vaga presença da minha mente.

Divago na injustiça das palavras, cruelmente proferidas.

Só queria um bilhete de avião.

Para longe.

Para muito longe.

Para muito longe mesmo.

E ficar aí, nesse muito longe desencontrado do mundo, da realidade e da dor que me encontrou.

Porque quando não é justo... dói.


"As feridas que mais doem são as que não vertem sangue, e as que são ignoradas por todos: até por nós"

sábado, 12 de junho de 2010

Fragmentos


- Não sou de ninguém! - gritou ela furiosa
- Gostáveis de ser? - murmurou ele suavemente mexendo com os sentidos dela; desarmando-a...
- Não sou uma coisa que possa ser possuída! - resmoneou esquivando-se.
- Não, nenhuma coisa te alcançaria os calcanhares; mas és alguém que pode ser amada e tratada com carinho e retribuir da mesma forma..... Fica comigo.
- Não posso.
- Não quereis.
- Talvez.... Como posso eu saber? - suspirou.
- Não podes. - respondeu num beijo.



"A chave para o coração são as palavras, mas para o amor é a nossa vontade mais pura."

sábado, 5 de junho de 2010

Crónica V - Prémio "Fundação Manuel Pimenta"


Este prémio tem como objectivo premiar as pessoas que são boas por si mesmas. Ou seja que ajudam e se preocupam sem esperarem nada em troca. Um aluno por turma seria escolhido como vencedor de acordo com a opinião do concelho de turma. Isto é uma pequena introdução para saberem de que se trata.
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E sabem o vencedor: a rapariga T. E a rapariga T é alguém que não se preocupa em ajudar os outros. Critica-me por ajudar. Acha que sabe tudo dos outros. Fiquei num trabalho de grupo com ela. Precisava-mos de mais pessoas. Três pessoas pediram para ficar connosco. Virei-me e perguntei-lhe: pode ser? Mais por descargo de consciência do que outra coisa perguntei-lhe se aceitava. Ela acenou com a cabeça. Então eu aceitei e fiquei satisfeita com o grupo. Pessoas trabalhadoras e empenhadas decerto seria um óptimo trabalho. Qual o meu espanto quando passado meia hora ela se vira: tu escolheste o grupo; eu escolho o tema. "HÃ? Eu não ouvi bem! Eu escolhi o grupo? Eu perguntei-te não perguntei? E desculpa que treta é essa? O tema é o grupo quem o escolhe. Ou estás à espera de chegar lá e dizer olhem o tema é este porque eu nunca quis ficar convosco no grupo e portanto tenho o direito de o escolher sem dar cavaco a ninguém." Ela calou-se. Tudo bem. Uns dias mais tarde veio com a mesma conversa e eu disse-lhe "ouve lá eu perguntei-te se podia ser quando elas pediram para ficar connosco!" «Ai mas querias que eu disse-se o quê? Já tinhas dito que sim....» "Eu não tinha dito que sim m***da nenhuma. Eu pedi-lhes para esperarem para te perguntar." «E tu querias que eu disse-se o quê?» "Desculpa lá rapariga T mas se tens boca é para falar. Falasses; não falaste agora aguentas. Mas vais-te arrepender disso porque elas trabalham bem. Tu nunca trabalhaste com elas e já as estás a descriminar mas eu já e elas são espectaculares." Escolhemos o tema por votação claro. Porque todas estávamos de acordo menos ela. Ficou resolvido. Passada uns tempos ela disse-me: «Tinhas razão. Elas trabalham mesmo bem.» " Eu disse-te tu é que julgas-te o livro pela capa. Não posso fazer nada quanto a isso.» O grupo ficou com má impressão dela. E quanto a isso também não pude fazer nada porque por muito amigas que fossemos... não pude ignorar a forma como ela julgou os outros.

E foi esta pessoa que ganhou o prémio. Por escolha do concelho de turma porque os votos dos nossos colegas dividiram-se entre mim e outra amiga minha. Claro que não serviu de nada a opinião da turma. Porque os professores é que sabem tudo. Ela é que aceitava a opinião dos outros, a que não julgava os outros e a que mais se enquadrava nos critérios. Quanto à maioria dos critérios tudo bem, estou de acordo. não tenho lata para dizer que não digo palavrões e tenho noção de que organização não é algo presente em qualquer das coisas que faço; muito menos nos meus cadernos. Mas eu aceito os outros como sou. Trabalho com eles na boa. Dámo-nos todos bem e não sou selectiva nem preconceituosa. Todos naquela turma são assim menos ela. E sabem quais eram alguns dos critérios de selecção?

Passo a citar:
  • A abertura face a outras culturas (e a outras formas de ser está implícito ou não?)
  • O companheirismo e o sentido de gratuituidade e da partilha dentro e fora da sala de aula.
Pois esta rapariga T é ligeiramente retrógrada no que toca a formas de vestir e de se comportar... E fica com má impressão de quem quer que se vista de forma mais atrevida ou arrojada. Mas claro como é uma menina incapaz de abrir a boca nas aulas foi ela a vencedora. Ok. E isto teve algo de bom: é que seja porque está arrependida, seja para ser aceite, ou por outro motivo qualquer ela melhorou. Há males que vêem por bem. E males porquê? Porque este prémio é uma estupidez e anula-se a si próprio. Foi criado para incentivar as pessoas a serem bondosas e preocupadas naturalmente e sem esperar nada em troca. No entanto premeia quem assim se comporta. Faz sentido? Não. Há coisas que realmente.... Palavra mas não há palavras....

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Fragmentos

Chamei-te e não vieste. Pedi com jeitinho e mandaste-me esperar. Quase ordenei e riste-te de mim. Implorei e nem te dignaste a responder. E agora; agora que já passou e que eu falhei porque não vieste é que apareces fugazmente. E ainda tens a lata de me dizer: eu era para vir, mas.....

- Sabes que eu preciso de ti. - murmurei

- Consegues sozinha - corrigiu-me

Respondeu-lhe uma espécie de gemido de incredulidade.

- Como? - perguntei

- Acredita em ti. - soprou-me ao ouvido como quem conta segredo proibido.

- Mas...

- Terás de o fazer mais tarde ou mais cedo. Eu não poderei estar sempre aqui.

Acenei com a cabeça pouco convencida. Ela percebeu.

- Escuta: é difícil...

- Eu sei. - gemi escondendo a face entre as mãos

- ... mas o fácil é de todos.

Meditei naquelas palavras. Deixei o pensamento fluir.

- Talvez eu seja capaz. Mas como vou saber?

- Confia em ti.

- Não posso.

- Não és de confiança?

- Acho que sou.

- Vais tentar?

- Sim. - surpreendeu-me a confiança na minha voz.

Ela perdeu-se nas memórias do tempo. E eu segui em frente. Para o meu caminho.

"Nada está realmente perdido até ao momento em que páras de tentar; até ao momento em que deixas de confiar em ti."


quinta-feira, 27 de maio de 2010

Crónica IV - 13 de Maio e todos os papas e papas deste mundo


Mas com todo o respeito vocês (ou melhor grande parte da população) são crentes
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COMO é possível que em tempos como os que correm a Igreja, ou melhor o Papa em si, tenha uma recepção tão... faustosa aqui em Portugal? COMO é que é aceitável que as pessoas sigam um espírito que não dá ares de si desde que, desde sempre? COMO podem pensar que há alguém que nos vigia lá de cima do céu e que toma conta dos "bons" e castigas os "maus"? SERÁ inteligente que sigamos cegamente alguém, que façamos cerimónias e compromissos a esse Alguém? Que permitamos que haja pessoas que sigam fielmente esta religião?

Deus é um assunto de debate desde há muito anos e aparece representado nas culturas de várias formas como o islamismo, o cristianismo e tantas outras. Há pessoas que se dizem crentes porque vão à missa todos os (santos) domingos. E cá fora? Não contarão porventura as nossas acções mais do que a nossa rotina? Vivemos num mundo em que a bondade é o prazer proibido e que o individualismo é a imagem de marca. A Igreja usa-nos para os seus propósitos. Peditórios para isto, peditórios para aquilo, peditórios para aqueloutro... para restaurar a imagem de nossa senhora de Fátima, a de não-sei-quem e a de não-sei-quem-mais, para a festa X, Y e Z. COMO pergunto? A imagem de nossa senhora de Fátima? Santa paciência minha gente mas se a Igreja é realmente quem afirma ser porquê usar o dinheiro a restaurar um pedaço de pedra (ainda que possa ter valor simbólico decerto há coisas reais mais importantes) em vez de doar o dinheiro a quem precisa? A Igreja que devia passar uma imagem de humildade leva um comportamento faustoso. E isso vê-se quer seja nos grandes lugares de culto onde se gastam fortunas, quer seja no vestuário, nas viagens.... etc. Será que não era mais importante fazer por fazer sem andar a publicitar os actos como se fizessem algo transcendente? PORQUE é que existem pessoas que fazem a sua vida normalmente, ajudam os outros com o que podem e têm e não são reconhecidas mas quando é a Igreja a fazê-lo já é alvo de grande aparato?

Acredito que seja reconfortante a ideia de que existe alguém que nos protege e que olha por nós. E que nos dá força quando precisamos. Mas será que é Ele (seja ele quem for) que nos dá força quando precisamos ou somos nós que a vamos buscar ao nosso interior e na nossa profunda falta de crença em nós próprios e nas nossas capacidades Lhe dá-mos os louros desse fruto? Era bom que existisse alguém omnisciente, omnipresente e omnipotente que olhasse por nós. Mas se formos e ver estes conceitos anulam-se a si mesmos. Se Deus é omnipotente é capaz de criar uma pedra que não consiga levantar. Mas se não levantou a pedra já não foi omnipotente ou estou errada? E se Levantar a pedra? Bem nesse caso não foi capaz de criar uma pedra que não conseguisse levantar. Confrontando uma amiga com isto ela apenas disse: "não faças isso! eu acredito e pronto e não importa o que digas." tudo bem. Mas às vezes temos de confiar em nós próprios ganhar coragem de arcar com as responsabilidades e deixar de atribuir tudo a um Ele que ninguém sabe onde pára. e já dizia o seu Filho: "Possam os pobres de espírito seguir-me." Pois 'tá claro que são os pobres de espírito que O seguem porque quem tem dois dedos de testa não fica a rezar para que volte a luz quando ela falha por causa da trovoada. levanta-se e vai mudar o fusível!